Diana Tishchenko

Vencedora de um Grande Prémio no lendário concurso internacional Long-Thibaud-Crespin, em Paris, Diana Tishchenko foi recentemente condecorada Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres, em França. Nomeada “Rising Star” pela European Concert Hall Organisation em 2020, actuou nas principais salas de concertos da Europa.

Diana Tishchenko ingressou na Orquestra Juvenil Gustav Mahler aos 18 anos e, passados dois anos, ascendeu ao lugar de concertino, tendo colaborado com maestros como Colin Davis, Franz Welser-Möst, Herbert Blomstedt, Antonio Pappano e Daniele Gatti. Esta experiência precoce de liderança demonstrou a sua excepcional maturidade musical e lançou as bases para a sua carreira internacional. Apresentou-se nos festivais de Rheingau, Schleswig-Holstein, Nantes (La Folle Journée) e Tóquio, bem como no Festival de Música de Câmara de Jerusalém e no Festival Pablo Casals, em Prades.

Diana Tishchenko estudou violino em Simferopol e na Escola de Música Especializada para Crianças Sobredotadas de Kiev. Concluiu a licenciatura e o mestrado na Academia de Música Hanns Eisler, em Berlim. Prosseguiu a sua formação como solista com Boris Kuschnir, na Universidade de Música e Artes Performativas de Graz. Foi também influenciada por Gidon Kremer e pelos pianistas András Schiff, Rita Wagner e Ferenc Rados.

O seu álbum de estreia, “Strangers in Paradise” (Warner Classics, 2019), gravado com o pianista Zoltán Fejérvári, recebeu amplos elogios da crítica internacional. 

Profundamente empenhada em iniciativas sociais e culturais, interpretou As Quatro Estações de Vivaldi, com a Orquestra Juvenil da União Europeia, para a iniciativa ambiental The Uncertain Four Seasons do World Human Forum; o evento foi transmitido em direto no canal ARTE e eleito o “Melhor Concerto Filmado de 2022” no Festival de Cinema de Praga. Desde o início da guerra na Ucrânia, tem-se dedicado a inúmeros concertos de beneficência por toda a Europa, incluindo atuações no Concertgebouw de Amesterdão, na Ópera de Bordéus, na Ópera de Nice, na Philharmonie de Berlim e na Cimeira do G7 em Bona.

Os destaques da temporada 2025/26 incluem o regresso à Filarmónica de Liverpool e concertos na Elbphilharmonie de Hamburgo e na Konzerthaus de Berlim, com Iván Fischer, além de participações em festivais como o West Cork Chamber Music Festival. 

Actualmente radicada em Berlim, possui dupla nacionalidade ucraniana e alemã, levando a sua herança cultural a todos os palcos onde actua