© Wolfgang Lienbacher

Peter Sonn

Peter Sonn nasceu em Salzburgo e concluiu os seus estudos com distinção na Universidade Mozarteum de Música e Artes Performativas da sua cidade natal. Ainda enquanto estudante, estreou-se no Festival de Salzburgo e no Festspielhaus Baden-Baden, marcando o início da sua carreira internacional.

Teve contratos permanentes no Landestheater Coburg, no Tiroler Landestheater Innsbruck e no Staatstheater am Gärtnerplatz, em Munique, onde desenvolveu um vasto repertório operático. Entre os papéis que interpretou contam-se Belmonte (O Rapto do Serralho), Don Ottavio (Don Giovanni), Ferrando (Così fan tutte), Tamino (A Flauta Mágica), Nemorino (L’elisir d’amore), Alfredo (La traviata), Lenski (Eugene Onegin) e o Timoneiro (O Holandês Voador). Durante o período em Coburg recebeu uma bolsa da Associação Richard Wagner.

Entre 2009 e 2012 integrou a Ópera de Zurique, ampliando o seu repertório com papéis como David (Die Meistersinger von Nürnberg), Narraboth (Salome), o Cantor Italiano (Der Rosenkavalier) e Vladimir Igorjevitsch (Prince Igor). O papel de Tamino, de Mozart, acompanhou-o ao longo da sua carreira, com apresentações em Frankfurt, Hamburgo e na Komische Oper Berlin.

Em 2012 estreou-se no Teatro alla Scala de Milão como o Jovem em Die Frau ohne Schatten. Seguiram-se compromissos em importantes teatros de ópera, incluindo a Staatsoper de Berlim, a Ópera Estatal da Baviera, o Theater an der Wien, a Semperoper de Dresden e o Concertgebouw de Amesterdão. Entre os seus papéis mais recentes destacam-se Erik (Der Fliegende Holländer), Siegmund (Die Walküre) e o papel principal em Les Contes d’Hoffmann.

Paralelamente à ópera, Peter Sonn mantém uma intensa actividade como cantor de concerto, interpretando obras como o Requiem de Mozart, o Messias de Händel, a Missa em dó maior de Beethoven, o Stabat Mater de Dvořák, a Missa em fá menor de Bruckner e a Serenade for Tenor and Horn de Britten, além de um vasto repertório de canção. 

Colaborou com maestros de renome como Riccardo Muti, Daniel Barenboim, Zubin Mehta, Franz Welser-Möst, Christian Thielemann, Bernard Haitink e Philippe Jordan.